Um diário de bordo
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terça-feira, 5 de abril de 2011

Em pele de cordeiro


Pra conquistarmos o direito de termos a VIDA QUE SEMPRE QUISEMOS, o mais importante, na minha humilde opinião é se conhecer.
Se aceitar, se amar.
Em contrapartida, reconhecermos o que não está bom, o que não gostamos em nós e corrermos atrás desse prejuízo.
Se você, por exemplo, tem o hábito de se remoer quando alguém consegue algo, é hora de começar a transformar essa energia (vulgarmente conhecida como inveja) na força pra batalhar pra conseguir também.
Não sou especialista, mas os mais invejosos são também os mais parados, relaxados com a própria vida. Aí, dá-lhe vida dos outros...
E moda, pra mim, é necessariamente parte deste processo de auto-conhecimento. Seu layout, que deve representar o seu universo particular.
Não é o que tenho visto pela blogosfera. Eu amo blogs de moda. Moda real, de pessoas reais. Com suas histórias, neuras, corpos e interpretações pessoais das tendências das semanas de moda.
Outra vez, não é o que tenho visto.
Quando todo esse mundo se descortinou pra mim, há uns 3 anos, a onda era comprar como se não houvesse amanhã.
Nos comments era um tal de "onde vc comprou isso?/quero também".
A maré agora parece ter virado e o NÃO COMPRAR é figurinha fácil nos blogs. "Vou ficar x tempo sem gastar. Quer ver???".
Eu gosto de alguns, desgosto de outros. Assim como dos outros blogs em geral.
Não é a questão do compra X não compra.
A questão, pra mim, é o estilo de vida da pessoas, o humor, a forma como trata os leitores, os "conselhos" que dá através da criatividade no dia-a-dia fashion (porque repetir roupa, todos os mortais repetem e eu até torço pra ver se vai ser ousado ou mais do mesmo)
.Aí, fica a pergunta (contrariando a moda do #ficaadica): Cadê o estilo pessoal da criatura, se ela mais parece saída das páginas da Elle, Vogue e tals????
Porque todo mundo usa isso ou aquilo e os blogs se repetem e eu nem sei mais em que blog estou.
Sim, eu sou chata!!!
E só pra deixar claro minha posição:
Oi, sou Fabianne (ooooooooooooi, Fabianne), tenho 32 anos, mãe de 3, professora, amo moda e compro. Todo mês me dou uma ou 2 pecinhas (só pra acalentar minhalma que acorda às 5 pra trabalhar todo dia). Gosto desta rotina. Passo o mês planejando meu 'presentinho do mês'. MAs tenho um limite de gasto, não acho que 300 ou 400 reais sejam o preço real de produção+lucro aceitável. Essas peças, quando amo, mando fazer (caso do macacão Stella Mccartney para cea que me custou entre pano e costureira 50 reais). E sou feliz assim.

Pronto falei!!!!!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Birra

Comer, rezar, amar... Peraí, para tudo, não é nada disso...
Recomeçando:
Fumar, comprar, comer, ou qualquer outro tipo de comportamento compulsivo (vulgarmente conhecidos como VÍCIO).
Tenho pensado muito nesta questão!
Mesmo!
Acho que todos esses comportamentos tem a ver com prazer imediato. Querer aquie agora e não ter rédeas sobre si mesmo.
Basicamente um comportamento infantil, como uma criança em frente à uma vitrine cheia de brinquedos.
A gente berra, esperneia e tals... E nós mesmos, como uma mãe de saco cheia, apática e descontente estragamos a nossa intempestiva criancinha interior.
Fiquei pensando nisso desde que vi um chef gourmet falando sobre a recusa de certas pessoas a certos sabores e ao apreço a gordura e açúcar, o que ele, baseado em alguens com mais cabedal teórico que ele chamava de paladar infantil.
Maturidade, simples assim, é isso: CAPACIDADE DE FAZER ESCOLHAS. AS MELHORES ESCOLHAS PRA NÓS MESMOS, A MÉDIO E LONGO PRAZO.
E, como dizem que o universo conspira, várias outras coisas sobre o assunto me caíram às mãos sobre o assunto.
Recentemente - ontem - comecei a ler Férias. A protagonista é internada pela família em um rehab, mas obviamente ela não tem 'problemas com drogas'. Até, claro, se confrontar com pessoas e fatos que a tiram de controle e a pobre, sem nenhum valuinzinho ou carreira de pó por perto.
Comportamento infantil.
Um adulto de verdade falaria: Podemos conversar outra hora, agora não é o melhor momento.
Uma criança birrenta xinga, berra, morde.
Ou pior, se encolhe e aceita todo tipo de abuso e agressão.
Alguém no seu trabalho diz que uma tarefa não ficou a contento ou, pior das piores, dá sugestões que complementam ou descaracterizam sua ideia genial.
Seus convivas não dizem exatamente o que você planejou sobre seu novo corte de cabelo.
Seu namô não se ajoelha com uma caixinha de veludo preta Tiffany's nas mãos e declama Fernando Pessoa antes de pedir em casamento. Apenas aparece na sua porta de mala e cuia.
Aí, você:
(A) Se recente, magoada, mas é incapaz de dizer exata e claramente o que quer, ou não e defender seu ponto de vista com arguemntos razoáveis e aceita tudo (mesmo sem querer) enquanto repete o mantra "om, o mundo´e cruel, om"
(B) xinga e berra impropérios bem alto, se sentindo a mais desgraçada das pessoas, cercada de tapados, se deprimimdo em seguida (mas aceita)
(C) reflete alguns segundos em como aquilo te afeta e, se positivamente, aceita de bom grado, se não finérrima diz seu melhor 'não obrigada'.
Se A ou B, amiga, cuidado com o sentimento de inferiioridade e baixa auto estima. As pessoas (inclusive nós mesmos) só vão até onde deixamos. treine seu carão, ame-se nas suas diferenças e - mais importante - eduque sua criança interior, prometendo à ela um lindo presente de natal se seu comportamento for bom!
Se C, parabéns, você está rumo à iluminação espiritual e a uma vida saudável e feliz.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Terapia

Regina, orientadora pedagógica da mminha escola, é, sem a menor sombra de dúvida, minha terapeuta.
Às terças e quintas, quando pego carona com ela, conversamos sobre nós, vidas, infâncias e, invariavelmente, chego a conclusões ótimas - e óbvias - sobre mim mesma.
Coisas do tipo "como nunca pensei nisso antes????????????"
Hoje formulamos a teoria da 'personalidade elástica", pois disse que já havia experimentado muitas coisas, frequentado várias doutrinas, vivido sob os mais diversos dogmas, tudo pra me encontrar - feliz - sendo um híbrido de dona de casa e matriarca anos 50 e yuppi bem sucedida anos 90.
Ela tem razão, eu sou inquieta demais. Se eu não tivesse ido e voltado tanto nunca saberia onde está meu eu, minha felicidade...
E - sem falsa modéstia alguma - agradeço a coragem que tive de ter tentado tanto!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Maus pensamentos

Uma das piores coisas da vida é não poder pensar aquilo que queremos pensar...
Explicando: não, eu não estou ficando doida, sim, eu tenho pensamento horríveis, abominaveis, estranhos, obscenos e tal, enfim, toda a sorte de pensamentos pecaminosos.
Ontem experimentei, só de galhofa, dizer um deles em voz alta. Foi um sururu "você é má, você é doida, não presta".
Eu também falava isso pra mim, enquanto esses pensamentos eram só meus. Inveja, maledicencia, ira, só a bailarina que não tem! (será).
Eu sofro de todos esses males. Tento transformá-los em combustível pra voar mais alto, mas os tenho e me dão um trabalhão enorme pra identificar, controlar e transformar em algo que preste.
Mas é muito libertador admitir a existência deles.
Eu acho que são iguais ao bicho papão, quando acendemos as luzes, eles perdem a força!